Entenda a História da Política Brasileira assistindo a este Documentário

Você gostaria de entender melhor a história da política brasileira, o que aconteceu de 1989 a 2014? Então, indico que você assista os 7 capítulos da série “O teatro das tesouras” da Brasil Paralelo que revela de forma inédita a estratégia adotada pelos grandes partidos políticos, comprovando que o papel dos opositores não passa de uma fachada.

Para que você acompanhe todos os episódios, elaborei um resumo de tudo o que você irá encontrar nessa série.

Em 1989, com a alta de inflação deixada pelo governo Sarney, havia o caos econômico, com criação de uma nova moeda, congelação de preços e tarifas, o Brasil depositou a esperança num novo presidente. Assim,  Leonel Brizola, Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio da Silva  eram os principais candidatos, sendo o último o mais prestigiado por artistas, intelectuais da USP e religiosos. Leonel Brizola entendia que fabricar dinheiro novo sempre que acabasse fazia parte de uma boa administração, defendia reforma agrária e distribuição de renda. Fernando Collor e Luiz Inácio da Silva com discursos bastante diferentes foram para o segundo turno, Fernando Collor de centro democrático e Lula com teses marxistas, a disputa beneficiava Fernando Collor, pertencente a uma família com um império midiático no Alagoas e primeiro presidente latino americano a receber voto direto depois de 29 anos e o primeiro a sofrer impeachment.

Um ano antes de ser presidente, como ministro da economia do governo de Itamar Franco que era o vice de Collor, Fernando Henrique Cardoso acreditava que o plano real se consolidaria no período eleitoral, instituindo-se  no PSDB, partido que um ano antes queria formar chapa com Lula.

Em 1994, Fernando Henrique Cardoso governou o país por 4 anos com uma falsa impressão de inflação controlada e promessa de prosperidade, o que era artificial, dado que o governo estava gastando mais do que poderia e endividou o Estado brasileiro, tendo como resultado o aumento de moeda circulando na economia.  Em meio a toda essa instabilidade, foi agravada também pela crise mexicana, asiática e russa.

As três derrotas nas eleições de Lula por causa de seus discursos revolucionários contribuiu de alguma forma para que ele se desse conta de que precisaria mudar sua oratória ao contratar a assessoria do publicitário experiente Duda Mendonça e a partir daí calou as áreas mais violentas do partido  fazendo coligações, se aproximando da elite empresarial e mudando até mesmo seu visual. O marketeiro enterrou o sapo barbudo e deu vida ao Lulinha paz e amor, que modera o discurso socialista e se posiciona ao centro. Como já era esperado o segundo turno, já via a batalha acontecendo entre os outros candidatos à presidência.

Lula e o PT foram remodelados para representar a mudança que o Brasil clamava. Ironicamente, o PT começou uma forte campanha contra a corrupção. Em 2003, Lula assumiu a presidência, falando o que a classe média queria ouvir e sendo popular à classe baixa.

O ano de 2006 foi o ano da corrupção, já estabelecido no poder, o PT começou a agir. Nos primeiros meses de governo Lula, os esquemas de corrupção foram colocados em prática, os escândalos dos bingos vieram a tona em 2004, em 2005 os escândalos dos Correios deram origem as investigações do Mensalão e em 2006 a máfia dos Sanguessugas teve início na gestão do ministro da saúde da época José Serra que passou a desviar o dinheiro da saúde para as compras superfaturadas das ambulâncias por prefeituras e desvio de verbas da União, que além de deputados envolvia órgãos federais, prefeituras e empresas privadas. Logo, durante o período eleitoral o escândalo do Dossiê que também envolvia o PT, poderia colocar em jogo a candidatura de Lula que também estourou. As campanhas eleitorais foram colocadas de lado e a  intenção foi deixar o período eleitoral intacto sem nenhuma ponta solta.

De 2006 a 2010, Lula aumentou os gastos públicos, imprimiu papel moeda, liberou crédito e criou mais ministérios, sem falar nos programas sociais que garantiram sua popularidade. A aprovação de Lula era alta, com 80%, o clima era de continuidade, mas seu sucessor era uma incógnita e o PT se desdobrava para encontrar o melhor nome. José Dirceu, que tinha tanto poder e autonomia, conhecido como o primeiro ministro, que porém sacrificou sua chance de ser o próximo presidente do Brasil ao salvar a pele de Lula, tomando para si toda a responsabilidade do Mensalão. Após convenção nacional do PT, foi oficializado Dilma Rulssef como candidata a presidência e Temer como vice na chapa petista. A popularidade de Lula e a personalidade nula de Dilma era perfeita para que ela se tornasse fantoche nas mãos do político.

No governo PT, Dilma foi, assustadoramente, o prestígio extremante baixo. Devido a alta da inflação, manifestações e revoltas eram organizadas com protestos violentos. O governo precisava tomar o controle da situação, foi então que criaram o  STU e sindicatos financiados pelo PT, o Black Bloc para esvaziar os protestos. As agendas financeiras dessas organizações sindicais foram relatadas, investigadas com testemunhas na operação firewall, na delegacia de repressão aos crimes de informática. O esquema de corrupção da Petrobrás foi descoberto graças a outra investigação que colocou políticos e empresários na cadeia, o Mensalão.  Documentos na justiça federal revelaram que foi a apuração no esquema de compra de votos de parlamentares que levou a operação Lava-Jato. Quando o Mensalão foi descoberto, outro tipo de esquema foi montado o Petrolão, 33 vezes maior do que o Mensalão, envolvendo propina das empreiteiras, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e superfaturamento de obras, tudo isso para abastecer os caixas do PT, PP e PMDB, funcionários das estatais e políticos. 

Durante as eleições de 2014, Dilma e Aécio quase ficaram empatados, e faltando pouco para o encerramento das urnas, Dilma do PT ultrapassou Aécio do PMDB, assumindo a liderança, apesar da virada, a legitimidade de Dilma foi questionada, pelo fato da apuração dos votos ter sido feita de forma secreta e sem a participação de nenhum integrante do PSDB, havendo apenas petistas para apurar os votos, o presidente do TSE era Dias Tofoli, a oposição apontou que ele tinha sido advogado do PT em 1998, 2002 e 2006 e que por isso o petista não poderia coordenar o processo eleitoral por conflito de interesses, só o fato da apuração ter sido secreta já pode-se constatar fraude.  

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Tudo o que você sempre quis saber sobre os rumos da Cultura e Educação, mas tinha medo de perguntar!

Por Thais Rocholi

O aprendizado sobre os rumos da educação sempre me instigou! Descobri a pouco mais de um ano a Brasil Paralelo, uma Plataforma de educação com documentários e séries que relatam as conotações e nuances da cultura,  pois é aí que reside a nossa essência. Há um tempo atrás, a Brasil Paralelo fez um documentário “Donos da Verdade” que trata da questão da liberdade de expressão, que nos dias de hoje tem sido ameaçada.

Sob a ideia de “bem-estar público”, o direito é restringido, sobretudo  quando fere a honra e a dignidade dos outros, gerando danos e problemas irreparáveis que comprometem a nossa nação.

O direito à liberdade é o direito do indivíduo de viver livremente, sem intervenção, interferência ou repressão irracional por parte do Estado. Este direito foi adquirido pela Revolução Civil Europeia dos séculos 18 e 19 contra a forte repressão que havia nos países,  fortalecida pelos ingleses, desde as guerras religiosos que culminaram em 1968. A partir das disputas entre católicos e protestantes, há uma defesa política à liberdade de expressão que cruzou o Atlântico e foi parte integrante da revolução americana, como bem declarado por Thomas Jeferson “Nossa liberdade decorre da nossa liberdade de expressão, liberdade de imprensa”.

A bússola moral da democracia deveria ser a liberdade de expressão que busca o debate aberto categoricamente em todos os pontos, não deixando as verdades serem escondidas e nem mentiras ficarem intactas.

Quando há uma repressão da ideia de um grupo, provavelmente, a tendência é que esse grupo se organize contra esse discurso, dando margens para o surgimento de raiva, ressentimento e ódio, que acaba ganhando mais força do que se tivéssemos ouvido, compreendido e assimilado suas queixas contra nós. Por mais inconsistentes que possam ser, nosso posicionamento jamais deverá ser reativo, mas de enfrentamento de nossos próprios desconfortos para compreender o outro. Se o lado contrário e reativo se manifestar, o lado que foi reprimido tende a ser canalizado para a destruição como aconteceu no nazismo, fascismo e outras guerras.

Com o ativismo judicial contra as brechas na lei  nos EUA, que eram para enfrentar os socialistas, Saul Alinsky, estrategista político  criou a the speed ou o que denominavam como discurso de ódio para beneficiar a esquerda. Dentro deste esquema, Hilary Clinton e Barack Obama para ganhar as eleições criaram a sociedade identitária, com ideias contra machismo, xenofobia, racismo, grupos de pequenas minorias que ganharam força juntos e assim, vão usando as leis, as empresas e os seus adversários contra eles próprios.  

Como na China, leis de segurança nacional impedem sob alegação de traição promover qualquer manifestação contra o partido comunista chinês, já na Rússia foi criado o Roskomnadzor, órgão responsável para combater o que o presidente Vladimir Putin chamou de provocações, fofocas estúpidas e mentiras maliciosas, estabelecendo multa e prisão a quem desobedecer, sendo aprovado em 2019, e duramente criticado por Ongs que defendem a liberdade de expressão, que dentro desse plano criminoso são as verificadoras de fatos, sendo a principal delas a Amadeo  Antonio Stiftung, lutando por uma sociedade mais justa ao lado de empresas como Facebook e Twitter, combatendo discursos de extrema direita.

Com a crise do Coronavírus, 16 países aproveitaram o contexto para avançar o combate a fakenews na internet, criando aliados para gerar censura.  Mas, e sim, o oposto, a constituição brasileira não é liberal como a americana, podemos consultar o artigo 5º diz que é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato, além de definir também que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação, o que está fundamentado no código penal como crimes de opinião, tal como calunia, difamação e injúria, que mesmo, por exemplo, que alguém tenha uma dívida cobrada e seja caluniado e difamado como ladrão, podendo até ser verdade, se trata de um crime no Brasil. E na contramão da dignidade humana, essa proteção não aparece na constituição dos EUA e a Suprema Corte do país entende que a crítica mesmo difamatória e mentirosa pode estar protegida pela liberdade de expressão desde que não represente uma real intenção criminosa.

Entendemos que no Brasil, esta é uma questão que tem o lado civil e criminal que mistura a ação do indivíduo que se sente ofendido com a ação do estado que é obrigado a perseguir quem emitiu uma opinião criminalmente contra a pessoa que foi ofendida. Longe da ideia do “bem-estar público”, de que o direito é restringido quando causa problemas para os outros, porém, muito mais do que isso, a liberdade será garantida em todos os casos.

O fato desta situação que enfrentamos coloca uma questão pesada para o desenvolvimento sonoro do espaço de fala online, dado que os políticos e os veículos de mídia têm interpretado os avanços tecnológicos da comunicação como uma ameaça a democracia e o motivo do ativismo destas instituições é que elas têm se interpretado como a própria solução para essa ameaça.

A liberdade de pensamento e consciência é ilimitada e um direito de garantia absoluta.

Não perca tempo, junte-se a nós e já programe-se também para assistir ao documentário “A Queda da Argentina” , um país que no final da década de 20 estava no auge como 6ª maior economia do planeta, referência em cultura e ponto estratégico comercial, hoje sucumbindo em profunda recessão e instabilidade econômica. Não por coincidência, a América Latina tem sido palco de incontáveis golpes de Estado e outras catástrofes financeiras, estreia dia 22 de fevereiro e você ainda é beneficiado com um e-book exclusivo!

Custando apenas R$10 mensais, O Plano Patriota foi desenvolvido para que você possa participar. A assinatura concede acesso aos grupos exclusivos de Membros e também garante conteúdos inéditos todos os meses.

Esses assinantes, além de receberem os conteúdos exclusivos, terão a oportunidade de participarem dos grupos internos da Brasil Paralelo.

Orquídeas pela frente

Por Thais Rocholi

De uns meses para cá, tenho conhecido pessoas apaixonadas por flores e como sabem que também amo vida saudável, imersa em qualidade de vida, longe dos grandes centros urbanos, mas escondida no refúgio de uma zona natural de vez em quando, me pediram para que eu escrevesse sobre orquídeas. Vivo numa região de restinga da Mata Atlântica próxima ao mar, temos muitos cactos, bromélias e orquídeas e não há desculpas para caminhar com  quem entende do assunto e quando o tempo está bom, evitando-se aglomerações, as possibilidades se multiplicam.

As orquídeas engrandeceram a vida tal qual uma arte. Diferente das outras plantas, cada detalhe de sua vida, desde quando começa a germinar, passando pelo ciclo da frutificação foi cuidadosamente calculado, com tanta perfeição aproveitou-se das melhores condições da vida em comunidade, buscando os benefícios proporcionados pelos seus vizinhos, as vezes de forma sorrateira, ela se vincula totalmente à comunidade, sendo quase uma atitude de parasitismo para com o meio. É por esse motivo que as orquídeas são plantas de profunda sensibilidade a qualquer coisa que cause alteração ao equilíbrio em que vivem.

Existem vários tipos de ocasiões que se associam ao conceito de orquídea de tal forma que passa a influenciar no tratamento todo especial dedicado à estas plantas. O resultado disso é que poucas flores conseguiram, aos nossos olhos, adquirir tanta beleza e complexidade como as orquídeas, e esta característica não está restrita à somente algumas, mas se multiplicam em milhares de espécies desta planta. Para quem não sabe, as orquídeas são a maior família de plantas.

Estima-se, timidamente, que o número de espécies de orquídeas chegam à 35.000 espécies de diferentes formas e tamanhos, desde as que são do tamanho de um alfinete até aquelas que chegam a 4 metros de altura.

Atraentes e exóticas, as orquídeas são todas as plantas da família Orchidaceae, pertencente à ordem Asparagales, são plantas epífitas que vivem nas árvores das matas, necessitando da umidade para sobreviver, assim, elas se nutrem de  materiais orgânicos depositados no tronco.

Se você gostar de plantas, amar o cultivo da terra e desejar cuidar de orquídeas, você será um Orquidófilo e tal qual uma vocação que você descobre, poderá produzir comercialmente as orquídeas. Mas para isso, é imprescindível cuidar dessas fotogênicas plantas observando as estações do ano, buscando sempre utilizar um substrato,  para que elas prosperem na qualidade da capacidade de aeração e retenção de água e nutrientes, tenha um pH adequado, além de uma base consistente para o suporte, proporcionando melhores condições para o crescimento e florescimento das plantas.

Na adubação orgânica quase sempre é utilizado o Bokashi, um farelo que é colocado na borda do vaso para que durante os cuidados botânicos de se regar a orquídea, certamente atue em seu papel de liberar nutrientes para a planta. A aplicação que se recomenda é de uma colher de chá uma vez ao mês.

Também é possível produzir esta adubação em casa. Basta usar na floração  a canela em pó. Este alimento de perfume e sabor sem igual, tem propriedades antissépticas e impede eventuais infecções. Além  destes produtos, também se utiliza torta de mamona, farinha de osso e farinha de peixe. A aplicação desses nutrientes  também é de uma colher de chá uma vez ao mês.

Jamais exponha suas orquídeas diretamente ao sol, pois o sol diretamente pode  conspirar contra elas, deixe-as sempre à meia sombra, na umidade, pois as orquídeas, assim como outras flores, são capazes de absorver nutrientes tanto pelas raízes quanto pelas folhas!

Orchids from the front

By Thais Rocholi

For a few months now, I have known people in love with flowers and as you know that I also love healthy life, immersed in quality of life, away from the big urban centers, but hidden in the refuge of a natural area from time to time, they asked me to I write about orchids. I live in a restinga region of the Atlantic Forest close to the sea, we have many cacti, bromeliads and orchids and there is no excuse to walk with those who understand the subject and when the weather is good, avoiding crowds, the possibilities are multiplied.

Unlike other plants, every detail of your life, from when it begins to germinate, through the fruiting cycle, was carefully calculated, so perfectly it took advantage of the best conditions of community life, seeking the benefits provided by its neighbors, sometimes in a sneaky way, it is totally linked to the community, being almost an attitude of parasitism towards the environment. It is for this reason that orchids are plants with a deep sensitivity to anything that changes the balance in which they live.

There are several types of occasions that are associated with the concept of orchid in such a way that it starts to influence the special treatment dedicated to these plants. The result of this is that few flowers have managed, in our eyes, to acquire as much beauty and complexity as orchids, and this characteristic is not restricted to just a few, but multiply in thousands of species of this plant. For those who don’t know, orchids are the largest family of plants.

It is timidly estimated that the number of species of orchids reaches 35,000 species of different shapes and sizes, from those that are the size of a pin to those that reach 4 meters in height.

Attractive and exotic, orchids are all plants of the Orchidaceae family, belonging to the order Asparagales, they are epiphytic plants that live in the trees of the forests, needing moisture to survive, thus, they feed on organic materials deposited on the trunk.

If you like plants, love the cultivation of the land and want to care for orchids, you will be an Orchidist and just like a vocation you discover, you will be able to produce orchids commercially. But for this, it is essential to take care of these photogenic plants observing the seasons, always trying to use a substrate, so that they thrive in the quality of the aeration capacity and retention of water and nutrients, have an adequate pH, in addition to a consistent base for the support, providing better conditions for the growth and flowering of the plants.

In organic fertilization, Bokashi is almost always used, a bran that is placed on the edge of the pot so that during the botanical care of watering the orchid, it certainly acts in its role of releasing nutrients for the plant. The recommended application is one teaspoon once a month.

It is also possible to produce this fertilizer at home. Just use cinnamon powder when flowering. This unique perfume and flavor food has antiseptic properties and prevents any infections. In addition to these products, castor beans, bone meal and fish meal are also used. The application of these nutrients is also a teaspoon once a month.

Never expose your orchids directly to the sun, as the sun can directly conspire against them, always leave them in half shade, in the humidity, as orchids, like other flowers, are able to absorb nutrients from both the roots and the leaves!

As startups e o equilíbrio do agronegócio brasileiro

Por Thais Rocholi

Na contra mão  da correnteza da crise econômica, o agronegócio continua crescendo e representa ¼ do PIB brasileiro, com altos rendimentos a cada novo ano. Digamos que dentro deste âmbito, as startups estão invadindo, completamente, o sistema agrícola, visando aperfeiçoar os velhos serviços para tornar mais fácil a vida do trabalhador rural.

A tendência do campo é operar com uma relação diferente com as startups, é o que se espera do sistema empreendedor do Brasil, que enxergaram na tecnologia uma oportunidade de monitorar os anos e distinguir as safras, embora o prazer de distinguir as safras seja algo excepcional, não só em termos de qualidade dos produtos, mas, também, visando uma vida mais prática para os produtores rurais, embora o custo disso tudo seja bastante alto.

O termo Agritech nasceu da união dos conceitos  relacionando o trabalho agropecuário, que existe há  séculos, com as mais modernas tecnologias e tendências de mercado para os próximos anos.

Manter o equilíbrio saudável é muito importante e dá trabalho, mas como no Brasil há muita resiliência diante das mais graves crises econômicas e políticas, no agronegócio brasileiro não mede esforços diante da Covid-19, pois sua capacidade de regeneração enfrenta um desafio a mais de equilíbrio e, até mesmo de crescimento, enquanto quase todos os outros setores foram gravemente afetados.

O “novo normal” do agronegócio brasileiro, certamente tem como tendência continuar tecnológico, demonstrando seu protagonismo no cenário mundial. Mas, para não perder o lugar, será preciso continuar investindo em tecnologia e melhoria da comunicação. E aí, algo importante que contraria qualquer intuição é que no “novo normal”  vale a famosa máxima de “tudo o que você planta na vida, você colherá”. Vamos manter a simplicidade com tecnologia.

E como cresce o mercado de startups voltadas para o mundo agro,  influencia também o crescimento do empreendedorismo social. Uma das principais dificuldades das agrotechs é a conectividade. Em muitas fazendas não há conexão com internet, atrasando a chegada de tecnologias muito promissoras para o setor, como internet das coisas (IoT). No entanto, esse cenário está começando a mudar na cultura dos agricultores que hoje estão mais interessados em adotar as novidades que serão facilitadas pelos sistemas digitais. Já existem soluções com IoT, drones, e-commerce de máquinas, entre outras.

Como podemos ver com o AgTechGarage, há em torno de 300 startups com soluções para a agricultura e agronegócio no país. Elas estão saindo na frente desde 2017, quando três brasileiras foram algumas das empresas descritas como “mais inovadoras do setor” pela CBInsights.  Você pode pesquisar a BovControl, Strider (que foi adquirida pela Syngenta) e Aegro.

Dentro das estatísticas da consultoria KPMG  comprovou-se que o Brasil possui 135 empresas voltadas exclusivamente para o agronegócio. Isso, dentro de um universo de 7 mil startups.  Logo, as principais soluções oferecidas se destacam para as ferramentas voltadas à agricultura de precisão, drones, uso de satélites, big data, Internet das Coisas, Inteligência Artifical e sistemas de gestão em nuvem.

E claro,  não é porque cresceu que deve estagnar, trata-se de um setor que ainda tem diversos pontos  que precisam ser melhorados, sobretudo de forma mais sustentável e com mais conscientização social, não precisa se tornar grande, precisa se tornar ótimo. Por exemplo,  quando se adota novas tecnologias já disponíveis para a agropecuária, possivelmente, pode-se duplicar a produção de alimentos no Brasil e nos trópicos.

Porém, as contas do agricultor podem não ser totalmente perfeitas, mas é um passo bem-vindo, especialmente  numa época em que a economia depende em grande escala do setor agrícola para liderar o renascimento, dado que alguns dos pequenos agricultores que se conectam às empresas necessitam de um mercado equilibrado e sistemático,  sobretudo quando o que se tem é  o benefício dos intermediários e dos compradores. Normalmente, esses pequenos agricultores  ficam muito angustiados  ao contrário dos grandes, pois têm menor acesso ao mercado, capacidade limitada de adquirir insumos agrícolas (seja sementes, fertilizantes, pesticidas, mecanização etc.) e têm rendimentos mais baixos, o que não lhes dá vantagem no mercado.

Mas e o que fazer quanto aos pequenos agricultores? Os especialistas do setor  tomam algumas providências e sugerem que os pequenos agricultores devam se unir e trocar seus produtos por um preço melhor, junto com o apoio de startups, agências e ONGs para fazer com que essas contas funcionem entre eles. Essa é a única maneira de os agricultores se equilibrarem nas contas, e já estamos vendo algumas dessas tendências acontecendo em todo o Brasil.

A manhã de uma mulher elegante

Por Thais Rocholi

Uma caricatura crítica sobre como é imaginada a elegância.

O carrilhão do meu relógio de pêndulo bate sete vezes: é hora de abrir meus olhos. Nada mal, apesar de que  meus lençóis de algodão feito em cashmere estavam começando a me deixar mais quentinha. Preciso levantar! Devagar abro os meus olhos. De lado, coloco meus pés em meu tapete persa e calço meus chinelos de veludo. Viro o pescoço devagar para o lado direito, espero 30 segundos, viro, então, para o lado esquerdo. Abro os braços e alongo meu pescoço. Hora de dar meus passos até meu closed para pegar meu robe de seda chinesa. Lavo meu rosto e dou uma batidinha em minha cútis, olho para o retrato da Audrey Hepburn que fica ao lado da minha cama e beijo. A rainha das mulheres elegantes sendo  cumprimentada como merece ser. Então, pego meus cremes anti-idade La Prairie e faço meu ritual de beleza, deixo entrar na derme e depois na epiderme, minha pele fresca respira!

Joana, minha criada, certamente, está em seus aposentos. A preguiçosa deve ter ouvido meus gritos, mas nada importa, eu grito mais ainda para ela vir correndo. “JOAAANA, JOAAAAAAAAAANA!” O que a senhora deseja, madame? – respondeu ela com a cabeça para fora. Ela abre a cortina cetim shantung do meu quarto. Meu Deus, a luz reflete em meus móveis de carvalho com dourado e me deixa cega! Apesar das minhas afrontas, ela traz meu café da manhã: torradas integrais fininhas com geleia de caviar e champanhe, porque eu tomo champanhe todo dia no café da manhã!

São 9 horas e 13 minutos. Fico totalmente nervosa! Joana não colocou as louças posicionadas da maneira correta na bandeja que levou para a mesa de cerejeira do meu quarto! Decididamente, estou muito mal com minhas empregadas. Todas incompetentes. Nem me pergunte o nome delas que eu não lembro. Meu motorista é muito preguiçoso, até mandei embora o imprestável que deveria me agradecer por dar a ele a chance de ser civilizado e dirigir minha Rolls-Royce Sweptail e ainda viver de graça em minha mansão.  

10 horas e 40 minutos. Para colocar minha raiva para fora, coloquei uma música de Bernard Herrmann em meu gramofone que ecoa em todo o ambiente da minha sala de jantar estilo vitoriano. Me regenerei! Adoro Woody Allen, penso em nutrir meu intelecto de  anti-semitismo vendo um de seus filmes. Que homem maravilhoso! Eu, imediatamente, dou instrução à Joana que traga o último livro dele publicado que se encontra na prateleira número 10 da minha biblioteca.   

12 horas. Subo para meu quarto para me vestir, entro em meu closed com paredes revestidas de mogno para me livrar de meu robe de seda chinesa com motivos florais. Num frenesi que não consigo controlar, vou jogando meus vestidos em minha cama. Como não tinha ninguém mais lá para vê-los jogados na cama, ordeno à Joana que guarde rápido os que não irei usar. Enquanto isso, coloquei o mais chique comprado na Itália na última viagem, o da Prada para marcar minhas curvas, de cor preto, com meu perfume Candy também da Prada e meu lenço da Chanel, acho que combina com meus sapatos Gucci para ir almoçar na mansão ao lado com meus vizinhos.

13 horas e 40 minutos. Como eu já esperava, três pessoas se juntaram a mim. De repente, que horror! Vejo uma mulher vestida de blusa de listras perto de mim. Que brega! Fiquei com tiques nervosos batendo meus pezinhos! Chorei a tarde toda!

De pessoas como essas, devemos fugir! Seja discreto! Viva a elegância!

ECO-DESIGN VEIO PARA FICAR

Não há como não considerar que os recursos naturais são indispensáveis  para nossa existência. O esgotamento deveria nos fazer mais conscientes quanto às questões ambientais, mas há muitas disputas políticas mediante às  riquezas naturais.

Há críticas que podem ser atribuídas no âmbito da convergência existente  entre o marketing e o desenvolvimento sustentável. O marketing tem origem numa visão liberal de mercado, o que muitas vezes corre na contramão das soluções oferecidas pelo desenvolvimento sustentável, cujos objetivos principais são limitar o consumo para proteger e economizar os recursos do planeta. O marketing tem como papel orientar o consumidor para uma marca ou um produto, já o desenvolvimento sustentável requer um esforço frente a uma educação significativa.

Quanto a isso, é melhor não ser tão pessimista e destrutiva, reagindo à falta de lógica dessas ações. Adotar a ideia do Eco-design é, sem sombra de dúvidas, um passo  muito interessante para se fortalecer no mercado. Este conceito tem sido aceito, pois ressalta os requisitos empresariais, no campo da rentabilidade aliada à visão de desenvolvimento sustentável. Embora não seja nosso papel reformar o sistema econômico global, mas se fizermos no local que vivemos, já é uma iniciativa.

O Eco-design faz uma reflexão em cima dos impactos ambientais causados pelo design de um produto. O propósito é a adoção de uma estratégia de economia circular, para que o resultado das  etapas do ciclo de vida de um produto passem pela extração de matérias-primas, produção, distribuição, uso e reciclagem. Portanto, é necessário fazer as seguintes perguntas:

Quais são os impactos ambientais gerados em cada etapa do ciclo?

O produto é reciclável e pode ser reutilizado?

Devemos trocar a matéria-prima do produto para dar uma maior vida útil?

Não estranhe que a abordagem do Eco-design garanta a produção de produtos de consumo de forma responsável com o propósito de gerar benefícios positivos para as empresas.  

No Brasil, algumas empresas usufruem de matérias-primas da terra para produção de embalagem feitas com material orgânico. Como a nossa cultura agrícola é proveniente da mandioca, batata e milho, a Oka Bioembalagens utiliza materiais biocompostáveis à base destes alimentos com fibras naturais, atingindo a criação de recipientes para empresas do setor alimentício, eletrônicos, cosméticos e brindes, sempre preservando seus valores e identidade quanto às estratégias mercadológicas. A tendência é a decomposição e nutrição das embalagens para a terra.

A adoção do Eco-design pelas empresas tem resgatado os temas do desenvolvimento sustentável para que se tenha estratégias mais responsáveis, cuja exigência de mudança profunda e convergente de mentalidades passa a sobressair numa reeducação de nosso comportamento enquanto consumidores.

FOTOGRAFIA E REPRESENTAÇÕES

Por Thais Rocholi

Desde o começo da fotografia, as possibilidades se multiplicaram quanto à sua utilidade, aprimorando, então, as suas técnicas. Com a evolução tecnológica, a fotografia passou a ser objeto de diversas áreas, como a cientifica, de eventos, documental, subaquática, médica, arquitetônica, publicitária, jornalística, artística, arqueológica, de viagens, entre outras. Mas para chegar na tecnologia digital de hoje, evoluiu muito em toda história da fotografia.

Várias são as causas que no momento presente atuam como uma  avalanche de informação na vida das pessoas. A globalização, a web 3.0, o avanço tecnológico e a popularização de mídias sociais e aplicativos, nem preciso dizer que isso é o que tem influenciado a forma como percebemos e compreendemos a linguagem e o mundo que nos cerca.

A fotografia é a arte de desenhar com a luz, pois sem claridade, não teríamos foto, o resultado seria o preto. Deste modo, quando se faz uma foto, a técnica da fotografia passa por uma exposição luminosa que fixa a imagem em uma superfície sensível.

Há várias histórias sobre a criação da fotografia, já se mencionou Louis Daguerre como o inventor. Outros teóricos dizem que foi Joseph Nicephore Niepce. Mas, na verdade, a invenção da fotografia não se deu por apenas uma pessoa, mas por vários autores que fizeram um trabalho em parceria ou paralelamente em diferentes locais do mundo  durante muitos anos.

Se observarmos ao nosso redor de um modo rápido,  podemos ver a presença e a influência das imagens na sociedade atual. Debray nos leva a refletir que “aquilo pelo qual vemos o mundo, constrói simultaneamente o mundo e o sujeito que o percebe”. Dito isso, vemos que a própria identidade da maioria das pessoas depende de uma comprovação por meio da sua imagem representada num retrato ou numa fotografia, o que a faz se perceber como uma imagem que é mais importante do que se realmente é.

Como a fotografia não é linguagem verbal, é, portanto, um signo que funciona mediante imagens, gestos, vestuários e ritos, nos últimos 50 anos do século passado, o mundo das imagens passou a ser transmitido e registrado para as próximas gerações, pois tudo passou a ser uma reprodução com tamanha precisão e autenticidade, desde coisas triviais até aquilo que tem muita importância.

Considerando sua popularização em contribuir para memória, principalmente o Jornalismo e a Publicidade se apossaram do uso da imagem visando  levar a comunicação. O mesmo acontece na produção de outros produtos editoriais.

Podemos optar pela realidade numa fotografia quando os signos estão investidos de subjetividade. Nós representamos “algo”, se esse algo foi suficientemente subjetivado para nós. Ao desejar então reconhecer o “valor” da representação, é necessário conhecer o quanto de subjetividade está investido nessa representação, mesmo que esta seja um produto da técnica.

Quanto a isso, entender a maneira e as intenções no processo  de comunicação é um grande desafio, principalmente quando se busca transmitir ideias para sociedade moderna e contemporânea. Quer fazer boas fotos? Basta ver as referências e os contextos de representações.